A partir do documentário: "
1924 Na Linha de Montagem Fordismo, Produção em Massa e Sociedade de consumo". Disponível em: YouTube https://www.youtube.com/watch?v=2mLCYiTX5lU.
Foi feita uma análise das mudanças nas condições das fábricas desde a implementação do famoso sistema fordista pela imposição do "american drean" e do "american way of life".
Este documentário mostra como se deu o surgimento das linhas de montagem e por conseguinte o aprimoramento das fábricas, relações de consumo, relações patronais e obtenção de bens.
Com base no que foi visto e comparando com as condições de vida atual atuais, podemos inferir que houve uma influência enorme nas forma de como o ambiente, pessoas e bens foram determinantes sobre os processos de ascensão, aprimoramento e "queda" desses sistemas de gestão.
Na época de Ford, quando este conseguiu "quebrar" o monopólio de patentes sua meta passou a ser aprimorar o processo de produção para baratear os custos, gerando assim um produto mais acessível, de qualidade e de baixo custo. Ao implementar sua linha de produção, onde cada trabalhador faz um serviço simples, repetitivo e o serviço chega até ele. Ford consegue seu intento, aumentando a produção, as vendas e o salário dos trabalhadores, bem como barateando o preço do produto final do automóvel ao consumidor, tornando um bem que era considerado de luxo um bem comum e acessível á todos.
Essa foi a primeira grande mudança que Ford trouxe. Seu sistema influenciou as fábricas de diversos setores e países, sendo adotados até mesmo nos países comunistas.
Conforme a concorrência foi aumentando esse sistema passou a se apresentar opressor, onde metas esdrúxulas eram impostas aos trabalhadores em um tempo humanamente impossível de se cumprir. Esses abusos, levaram á organização sindical por parte dos trabalhadores, onde estes finalmente entenderam que tinham um papel de suma importância no processo de fabricação. O homem finalmente entendeu que não é operado pela máquina e sim que ele opera a máquina.
A partir do Fordismo, vários modelos de gestão e administração foram impostos. Todos esses modelos estão sendo aplicados hoje. Porém de seus modelos ainda persistem a linha de montagem e as metas. Vimos hoje em noticiários e sites de empresas que máquinas substituem o serviço de dez homens em uma linha de montagem. O homem passa a ser realmente mecanizado, substituído pela força motriz. As máquinas representam uma mão de obra que não dorme, não come, não pensa, não sente, não possui necessidades e passa a ser uma ótima candidata á substituir o trabalho braçal. Ossos e carne são substituídos por aço e óleo. Conseqüência direta da mecanização que começou com Ford.
As metas entram no comércio, onde as vendedoras que precisam de uma vaga devem alcançar uma meta pré-determinada para poderem continuar no emprego. Porém esse é o lado ruim, muitas coisas boas aconteceram, por exemplo, os direitos dos trabalhadores estão muito mais justos, a jornada de trabalho é estável o salário mínimo definido de acordo com as recitas do país de origem, existem férias e outros benefícios garantidos em lei para os trabalhadores dos diversos setores.
Mesmo uma máquina não substitui o homem totalmente, pois elas precisam de manutenção, programação e aprimoramento, o que gerou novos postos de trabalho, tornando a gestão o principal fator determinante para o sucesso de uma empresa.